quarta-feira, 11 de maio de 2016

AÇORES- O ARQUIPÉLAGO DA DIVERSIDADE

As nove ilhas do Arquipélago dos Açores são de origem vulcânica, situam-se em pleno Atlântico Norte e têm cerca de 246 772 habitantes. Dispersas ao longo de uma faixa com cerca de 600 km de extensão de Santa Maria ao Corvo e sensivelmente entre 37° e 40° de latitude norte e 25° e 31° de longitude oeste, têm 2325 km2 e estão a uma distância de 1 600 km do continente europeu e 2454 km do continente norte-americano (Canada).
As ilhas do arquipélago foram divididas em três grupos geográficos: o Grupo Oriental, composto por Santa Maria e São Miguel, o Grupo Central integra as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, e o Grupo Ocidental constituído pelas ilhas Corvo e Flores. Os Açores, juntamente com os arquipélagos da Madeira, Canárias e Cabo Verde definem a região biogeográfica da Macaronésia, designação que significa “ilhas afortunadas”, para quem as habita e quem as visita. Uma particularidade interessante é o fato de cada ilha ser identificada por uma cor. A Santa Maria é atribuida a cor amarela, pelas giestas que abundavam nas suas encostas e pela grande secura da vegetação baixa, no período do verão. São Miguel é conhecida pela Ilha Verde, pela vegetação da ilha. A Terceira é a Ilha Lilás, pelas glicínias ou lilases. A Graciosa ficou a Ilha Branca, devido á existência de muitas rochas claras de cor esbranquiçada. São Jorge é a Ilha castanha, pela cor das rochas da Ponta dos Rosais, a primeira que se vê na sua aproximação pelo Oriente. O Pico recebeu a cor cinzenta (pela sua enorme montanha muito despida de vegetação, e grande exposição das rochas vulcânicas a descoberto, no litoral). O Faial é a Ilha Azul, pela quantidade de hortênsias azuis que ladeiam as estradas e as pastagens, e por ser uma ilha, desde longa data, muito voltada para o mar. Ás Flores chamaram a Ilha Rosa, pelas suas exuberantes azáleas, que proliferam nesta terra abundante em água e; por ultimo, o Corvo que é a Ilha Preta, pela pequenez, traduzida na sua visualização como um diminuto “ponto negro” no horizonte, a partir das Flores, e O seu rendilhado de muros de pedra negra. A LENDA DA ATLANTIDA-AÇORES Conta a lenda que havia há muito tempo atrás um continente imenso no meio do oceano Atlântico, chamado Atlântida. Era um lugar maravilhoso com lindas paisagens, clima suave, grandes bosques, árvores gigantescas, planícies muito férteis, que às vezes até davam duas ou mais colheitas por ano, e animais mansos, cheios de saúde e força. Os seus habitantes eram os Atlantes, que tinham uma enorme civilização, mesmo quase perfeita e muito rica: os palácios e templos eram todos cobertos com ouro e outros metais preciosos como o marfim, a prata e o estanho. Havia jardins, ginásios, estádios, todos eles ricamente decorados, e ainda portos de grandes dimensões e muito concorridos.
As suas jóias eram feitas com um metal mais valioso que o ouro e que só eles conheciam __ o oricalco. Houve uma época em que o rei da Atlântida dominou várias ilhas em redor, uma boa parte da Europa e parte do Norte de África. Só não conquistou mais, porque foi derrotado pelos gregos de Atenas. Os deuses, vendo tanta riqueza e beleza, ficaram muito invejosos e originaram um terramoto tão violento que afundou o continente numa só noite. Mas parecia que esta terra era mesmo mágica, pois ela não se afundou por complete. Os cumes das montanhas mais altas ficaram à tona da água formando nove ilhas, tão belas quanto a terra submerse - o arquipélago dos Açores.
Alguns Atlantes sobreviveram à catástrofe fugindo a tempo e foram para todas as direcções, deixando descendentes pelos quatro cantos do mundo. São todos muito belos e inteligentes e, embora ignorem a sua origem, sentem um desejo inexplicável de voltar à sua pátria. Há quem diga que antes da Atlântida ir ao fundo, tinham descoberto o segredo da juventude eterna, mas depois do cataclismo, os que sobreviveram esqueceram-se ou não o sabiam, e esse conhecimento ficou lá bem no fundo do mar.

SANTA MARIA

GEOGRAFIA
Santa Maria tem 16,6 km de comprimento, 9,1 km de largura e ocupa uma superfície de 97 km2. Nesta habitavam, em 2011, cerca de 5 552 pessoas, tendo o concelho de Vila do Porto, uma área total de 97,42 km2. Santa Maria integra o Grupo Oriental do arquipélago dos Açores, juntamente com São Miguel, da qual se distancia 81 quilómetros. O ponto mais elevado da ilha, aos 587 m de altitude, está situado no Pico Alto, a 36°58’59’’ de latitude norte e 25°05’26’’ de longitude oeste. HISTORIA Em 1432, Gonçalo Velho Cabral descobriu a ilha de Santa Maria e introduziu nela logo gado miúdo. O seu povoamento, entretanto, só foi iniciado quando, num arranjo ainda tipicamente medieval, as ilhas foram concedidas ao Infante D. Henrique, o seu primeiro donatário, "para que as povoasse" com colonos de sua Comenda (a Ordem de Cristo). Este, com o apoio da irmã, D. Isabel, nomeou Gonçalo Velho como seu Capitão do donatário, tendo este último se dirigido inicialmente a Santa Maria com colonos (1439) e depois a São Miguel (1444). Com relação ao descobrimento da ilha de Santa Maria, a tradição, sem qualquer base documental coeva, e numa tentativa de justificar o nome da ilha de acordo com o calendário católico em uso à época, data-o do dia de Santa Maria, a 15 de Agosto, actual data do feriado municipal da ilha. Mais próximo da época da descoberta, o cronista Diogo Gomes de Sintra, em 1460, denomina a ilha simplemente como Ilha de Gonçalo Velho. Novas levas significativas de povoadores para a ilha registaram-se, ainda no século XV, entre 1443 e 1445 e no ano de 1474. É seguro que estes primeiros povoadores foram portugueses oriundos principalmente do Alentejo e do Algarve, e que se instalaram na costa norte da ilha, junto à baía dos Anjos, povoado que será, a par de Vila do Porto, dos mais antigos da ilha. A patronímica das famílias marienses, a arquitectura e a estrutura do povoamento, embora este ditado pela topografia, parecem confirmar esta tese. Também é seguro que Vila do Porto foi a primeira vila açoriana a receber Carta de Foral, o qual data de 1470, constituindo-se no primeiro município dos Açores. No século XVI, Santa Maria já se dividia em três freguesias: Nossa Senhora da Assunção (Vila do Porto), Santa Bárbara e Santo Espírito. A nível de artesanato, destacam-se a confecção de louça e outras peças de olaria em barro vermelho, as camisolas de lã, as mantas de retalhos coloridas e os panos de linho, os chapéus de palha, os cestos de vime e vários objectos em madeira e ferro. Além de diversas cooperativas de artesãos, a ilha conta com o Museu de Santa Maria, localizado na freguesia de Santo Espírito, para expor o aspecto histórico e cultural desta produção. GASTRONOMIA Como pratos típicos da ilha, temos o famoso caldo de nabos, o bolo na panela, a caçoila, as caldeiradas, os molhos de porco e as sopas do Império. No que toca a doces, temos os suspiros, o melindre, os biscoitos-de-orelha, biscoitos brancos, biscoitos de aguardente, as cavacas, os encanelados, os brindeirinhos, os biscoitos-de-aguardente, as tigeladas, os biscoitos estalados e os bolinhos de consoada. Na área dos vinhos, temos o vinho de cheiro, a Aguardente da terra, vinho abafado, vinho bastardinho e os licores de amora e de leite, produzidos localmente através de processos artesanais. FESTIVIDADES LOCAIS O Festival de musica "Maré de Agosto" é o maior evento da ilha e o mais antigo a nivel do pais e realiza-se anualmente na praia Formosa, freguesia da Almagreira, concelho da Vila do Porto, contando sempre com varios artistas. Este festival é organizado pela Associaçao Cultural Mare de Agosto e surgiu em 1987, mas a ideia nasceu graças ao sucesso de uma festa dada em 1984. Temos tambem em Agosto as festas em homenagem à padroeira, Nossa Senhora da Assunção e; em Setembro a festa da Confraria dos Escravos da Cadeínha, organizada pela Associação Escravos da Cadeinha. PONTOS DE INTERESSE TURISTICO Poderá visitar a Baia de São Lourenço, o Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, a Ribeira de Maloás, a Baia dos Anjos, a Praia Formosa, o Barreiro da Faneca, Pedreira do Campo e o Ilhéu das Formigas.

SÃO MIGUEL

GEOGRAFIA São Miguel é a maior ilha do arquipélago e tem 62,1 quilómetros de comprimento, 15,8 quilómetros de largura maxima, com uma área de 744,7 km2, albergando mais de metade da população açoriana: 137 856 habitants, Segundo dados de 2011. São Miguel forma o Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores junto com a ilha de Santa Maria, situada a 81 km de distância. O ponto mais elevado da ilha, aos 1105 m de altitude, é no Pico da Vara, a 37°48’34’’ de latitude norte e 25°12’40’’ de longitude oeste. HISTORIA A ilha foi descoberta em 1427, e em 1439 teve início o seu povoamento na Povoação, com portugueses da Estremadura, Algarve, Alto Alentejo e alguns estrangeiros principalmente oriundos de França. A descoberta dos Açores foi uma comenda dada pelo infante D. Henrique a Gonçalo Velho Cabral, ficando o comendador com a obrigação de mandar povoar as ilhas e de as defender, sendo dados incentivos ao povoamento através de cartas régias de 1443 e 1447. Devido á densa cobertura vegetal na época do seu descobrimento, foi possivel a abertura de campos de cultivo, com a madeira utilizada como fonte energética e de material de construção. A fertilidade do solo e a posição geográfica da ilha contribuiram também para uma rápida expansão económica, centrada na produção do trigo (para as guarnições portuguesas das praças do norte de África), da cana-de-açúcar, do pastel e da urzela - as plantas tintureiras exportadas para a Flandres. Em 1450, terá sido formada a Capitania-donataria de São Miguel e de Santa Maria, tendo como capitão-do-donatário, Gonçalo Velho Cabral. Embora não se conheça o ano da sua fundação, é certo que Vila Franca do Campo é a mais antiga vila da ilha, pois já era vila em 1472. Em 1474, era sede da Capitania-donataria de São Miguel. A 10 de março de 1474, João Soares de Albergaria, sobrinho de Gonçalo Velho, vendeu os direitos sobre a Ilha de São Miguel a Rui Gonçalves da Câmara, passando este a ser o seu 1º capitão-do-donatário de São Miguel. No documento é dito que "a dita ilha desde do começo da sua povoação até ao presente é muito mal aproveitada e pouco povoada". A venda é confirmada pelo rei D. Afonso V, a 20 de maio. Foi reconfirmada pelo então Donatário dos Açores, o infante D. Diogo, filho do infante D. Fernando, a 25 de julho de 1483. A 2 de maio de 1499, por alvará de D. Manuel I, foi criada a vila de Ponta Delgada. A burguesia e nobreza do lugar Ponta Delgada oponham-se à dependência administrativa e fiscal de Vila Franca do Campo.
Em 4 agosto de 1507, o lugar de Ribeira Grande, na costa norte, foi elevado à categoria de vila. Em 28 de julho de 1515, o lugar de Água de Pau foi elevado à categoria de vila. Em 18 de julho de 1514, o lugar do Nordeste foi elevado à categoria de vila. A 11 de abril de 1522, o lugar da Lagoa foi elevado à categoria de vila, por alvará de D. João III.
Em 3 de julho de 1839, por alvará de D. Maria II, os lugares de Povoação e de Capelas são elevados à categoria de vila. Em 20 de outubro de 1522, o capitão-do-donatario Rui Gonçalves da Câmara, fixa residência em Ponta Delgada. O sismo de 22 de outubro, que soterrou Vila Franca do Campo, fez Ponta Delgada adquirir proeminência, sendo esta elevada a cidade por alvará de D. João III, em 2 de abril de 1546. Em 17 de julho de 1582, um exército leal a D. António, Prior do Crato, foi derrotado pelos espanhóis de Filipe II de Espanha, no lugar depois chamado de Batalha, no lugar dos Aflitos, na freguesia dos Fenais da Luz. Em 26 de julho de 1583, uma esquadra francesa, juntamente com portugueses - em apoio de D. António, foi derrotada pelos espanhóis, em frente a Vila Franca do Campo. Findou assim a resistência ao domínio espanhol. Em 18 de abril de 1641, foi aclamado rei D. João IV em Ponta Delgada. Com a Restauração da Independência, a cidade de Ponta Delgada recuperou a sua posição de centro comercial, desenvolvendo contatos com o Brasil, para onde foram emigrantes (Maranhão, Santa Cataria e Rio Grande do Sul). No decurso do século XVIII, registou um surto de notáveis construções, desde solares a igrejas. Isto deveu-se em grande parte à riqueza originada com a produção e a exportação de laranja, cujo principal mercado era a Inglaterra.
Em 1831, desembarca o exército liberal no Pesqueiro da Achadinha, no nordeste da ilha, sob o comando do futuro Duque da Terceira, para derrotar o exército absolutista. Em 1832, parte de Ponta Delgada uma força militar que iria participar no cerco do Porto. O infante D. Pedro proclamou a Monarquia Constitucional e declarou como rainha D. Maria II, sua filha. Terminada a guerra civil, prosseguiu o desenvolvimento em curso da ilha. sendo construído o porto de Ponta Delgada. Introduz-se novas culturas, nomeadamente do chá, tabaco, ananás e maracujá. No contexto da I Guerra Mundial, a 4 de julho de 1917, Ponta Delgada e arredores foram bombardeados por granadas do "Deutchland", um submarino alemão da classe U-115. O submarino foi repelido pelo fogo de artilharia do navio carvoeiro norte-americano "Orion" estacionado na doca, apoiado pela artilharia na Madre de Deus mal posicionada,. A partir desse ataque, foi instalada pelos EUA uma base naval de apoio em Ponta Delgada, que se manteve em operação até setembro de 1919. Nesse período, cerca de 2 000 navios passaram pelo porto. O abastecimento a essas embarcações e a milhares de militares em trânsito, resguardou a economia da ilha das dificuldades da I Guerra Mundial e possibilitou a formação de algumas pequenas fortunas. Atualmente, a ilha tem uma economia diversificada e em crescimento. O desenvolvimento assenta na agro-pecuária, na pesca e indústrias agro-alimentares, turismo ajudam a relançar a economia e contribuem para o atual crescimento económico e social. Ponta Delgada, principal cidade dos Açores, é um dos centros de decisão política e administrativa da Região. Antero de Quental (1842-1891) foi um poeta e filósofo português, um verdadeiro líder intelectual do Realismo em Portugal, que se dedicou-se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo, contribuindo para a implantação das ideias renovadoras da geração de 1870. Nasceu na localidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel ( Acores) a 18 de abril de 1842. Filho do combatente Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia iniciou seus estudos em Ponta Delgada e com 16 anos foi estudar Direito em Coimbra. Em 1861 publicou "Sonetos de Antero". Em 1865, um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra, critica as velhas ideias do Romantismo, o que fez surgir uma polêmica entre a velha e a nova geração de poetas. Essa manifestação originou-se de um texto do poeta romântico Antônio Feliciano de Castilho, no qual ele criticava as novas ideias literárias de Antero de Quental e Teófilo Braga. Antero responde de maneira violenta, escrevendo uma carta aberta que foi divulgada com o título de "Bom senso e bom gosto", nela Antero acusa Castilho de obscurantismo e defende a liberdade de pensamento dos novos escritores. Essa polêmica ficou conhecida como a "Questão Coimbrã. Neste mesmo ano ele publica "Odes Modernas".
Em 1866, foi morar em Lisboa, trabalhar numa tipografia. No ano seguinte foi para Paris, só regressando para Lisboa em 1868. Em 1869, fundou o jornal "A República". Em 1871, junto com Eça de Queirós, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão, planeja uma série de "Conferências Democráticas", que eram realizadas no Cassino Lisbonense. Em 1872, publicou "Primaveras Românticas". O programa da conferência abordava, entre outras coisas, a preocupação com a transformação social, moral e política dos povos, da necessidade de ligar Portugal aos movimentos modernos de agitar na opinião pública as grandes questões da filosofia e da ciência e realizar transformações na política, economia e religião da sociedade portuguesa. Depois da quinta conferência, por decreto real, o cassino foi fechado. Antero de Quental expressa nos seus sonetos a sua inquietação religiosa e metafísica constituindo a parte mais importante de sua obra: "Sonetos de Antero" (1861), "Primaveras Românticas" (1872), "Sonetos Completos" (1886) e "Raios de Extinta Luz" (1892). É considerado, ao lado de Bocage e Camões, os grandes sonetistas da literatura portuguesa. Antero Tarquínio de Quental sofrendo de depressão, suicida-se no dia 11 de setembro de 1891, na sua terra natal. FESTIVIDADES LOCAIS As maiores festas da ilha são as do Sr. Santo Cristo, realizadas em Maio, no quinto domingo após a Páscoa. Devido a estas festas, vários turistas e emigrantes visitam a ilha, para conhecer ou matar saudades da terra. Estas realizam-se no Campo de São Francisco, tendo como ponto central a igreja do Santo Cristo dos Milagres, onde é venerada a imagem do Santo Cristo dos Milagres, a mais antiga e maior devoção popular do país.
Temos também as festas do Espirito Santo, espalhadas por toda a ilha. Nestas são oferecidas Sopas do Espirito Santo, junto com massa sovada e arroz-doce. Estas festas locais tiveram origem em Portugal Continental, muito provavelmente com a Rainha Santa Isabel, e foram introduzidas nas ilhas pelos primeiros povoadores. Devido aos frequentes sismos erupções vulcânicas, estas foram adquirindo características únicas, misturando-se o profano com o sagrado numa genuína demonstração da cultura popular. Em 1522, a ilha de São Miguel, sofreu um grande terramoto que arrasou com Vila Franca do Campo, o que levou o povo micaelense a implorar a protecção divina. Mas foi quando D. Manuel da Câmara, 1º Conde da Ribeira Grande, teve o seu único filho, D.José da Camâra, que estas festas passaram a ser celebradas com maior pompa e circunstância. Isto, pois o seu nascimento foi considerado um ato divino.
PONTOS DE INTERESSE TURISTICO Quando decidir viajar ate São Miguel, é imprescindível visitar as lagoas das Sete Cidades, Furnas e a do Fogo, tal como o Parque Terra Nostra, considerado um dos mais belos jardins do mundo. Este dispõe de uma das maiores colecções de camélias existente, entre outras espécies de flora. Neste parque encontra também uma piscina de águas férreas termais de cor acastanhada e com uma temperatura média de 25º, ideal para um banho relaxante. Poderá conhecer os campos e as fabricas de chá da ilha, a da Gorreana, que começaram a sua actividade no século XIX e ainda hoje é a mesma maquinaria que processa as folhas de Camellia sinensis que dão origem ao chá dos Açores. Os visitantes são convidados a conhecer toda a fábrica, um autentico museu, e a provar as várias variedades de chá aí produzidas)e a do Porto Formoso.
A não perder é também a ermida de Nossa Senhora do Monte Santo, na localidade de Água de Pau, que assinala o local de aparições de Nossa Senhora em 1910; a igreja da Senhora da Vitória nas margens da lagoa das Furnas, uma zona muito bonita para um picnic ou para uma sesta depois de um bom cozido. A salientar também as estufas de ananas, cultura introduzida nos Açores em 1850; as Portas da Cidade que dão as boas vindas a quem chega à ilha (No largo em frente situa-se a estátua do descobridor Gonçalo Velho Cabral e, por trás, a igreja matriz de São Sebastião com um lindíssimo pórtico Manuelino.
No extremo oeste da ilha fica a estância termal da Ferraria. O edifício onde funcionam as termas e um restaurante, foi recentemente recuperado. Mais à frente, numa paisagem quase lunar, fica a piscina natural, no próprio mar, onde uma nascente termal mantém as águas sempre quentes. Alem destes, temos a Caldeira Velha na encosta de Agua d'Pau, com agua aquecida por uma caldeira vulcânica; o Aqueduto, situado nas encostas do vulcão das Sete Cidades. Como não podia deixar de ser, temos ainda os grafites com temas variados, espalhados por toda a cidade. ACTIVIDADES Para conhecer melhor a ilha, tem a sua disposição imensos trilhos pedestres. Passeios a cavalo e de bicicleta são outro modo de desfrutar da beleza da ilha. Os dois campos de golfe de São Miguel, além da prática do desporto, possibilitam um contacto direto com uma Natureza intacta. Os que desejarem mais acção, podem optar por explorar a ilha de jipe 4x4, moto4 ou de BTT. Um voo de parapente permite captar fotografias singulares e apreciar as belas lagoas de um ângulo fora do comum. A descoberta do mundo subterrâneo da ilha faz-se numa visita à Gruta do Carvão e existem várias secções de escarpas equipadas para a prática da escalada. Pode praticar canoagem e outros desportos náuticos em lagoas implantadas nas caldeiras de vulcões. Com a devida licença, também é possível pescar, prática que encontra um paraíso por excelência ao longo da extensa costa rochosa. O mergulho, a observação de cetáceos e a pesca de alto mar são actividades com grande desenvolvimento. Na costa norte da ilha são os spots para a prática do surf e do bodyboard que cativam. Praias de areia vulcânica como as do Pópulo, Água d’Alto e Ribeira Quente, piscinas naturais dispersas ao longo da ilha e os balneários termais da Ferraria e das Furnas constituem sítios ideais para relaxar das emoções fortes e retemperar energias antes da próxima aventura micaelense.
GASTRONOMIA A ilha de São Miguel apresenta uma grande variedade gastronómica, desde o caldo azedo, as couves solteiras, os fervedouros, o polvo guisado em vinho de cheiro, os torresmos em molho de fígado, as caldeiradas de peixe, o arroz de lapas, o ensopado de trutas, as lapas de molho Afonso, o feijão assado, galinha assada com recheio (uma especie de açorda), os chicharros recheados, e o famoso cozido das Furnas, no qual o tacho é enterrado, envolto num saco, para que o calor vulcânico atue, e passadas algumas horas está pronto a deliciar o paladar com o seu sabor. Além disto, para os apreciadores de marisco, temos Lagosta, cavaco, caranguejos e as cracas. Quanto a queijos, São Miguel oferece o branco e macio queijo de cabra fresco e o queijo da Ilha, de sabor picante quando seco. A antiga doçaria conventual, enche-nos as medidas com as delíciosas queijadas de Vila Franca do Campo, os confeitos da Ribeira Grande, o bolo lêvedo das Furnas, a barriga-de-freira, a massa sovada, os bichos de amêndoa e diversas compotas, por exemplo de ananás, amora e de capucho, pequeno fruto de uma planta herbácea. No que toca a bebidas, temos o vinho de cheiro ou morangueiro, com perfume característico e pouco encorpado e licores de maracujá doce e seco, ananás, amora, capucho, chocolate, banana e de leite.

TERCEIRA

A ilha Terceira é constituída por duas partes distintas: a Ocidental, montanhosa, mais alta e com património natural mais importante, ocupando pouco mais de metade da ilha, e a Oriental, mais baixa e plana. As maiores altitudes da parte Ocidental situam-se na Serra de Santa Bárbara, no Pico Alto (808 metros) e na Serra do Morião, havendo várias outras áreas de altitude superior a 400 metros. A parte Oriental é dominada pela Achada – enorme extensão de pastagens de compartimentação ampla e muito regular (cerrados), praticamente plana, com uma altitude média na ordem dos 390 metros – e, a Norte desta, a planície do Ramo Grande, ainda mais extensa, com altitude média um pouco acima dos 200 metros e declives muito suaves nas zonas baixas desde o litoral, ligeiramente acentuados nas maiores altitudes, até à Serra do Cume que a atravessa.
A regular distribuição das chuvas ao longo do ano é um valioso contributo para a permanência de uma forte riqueza vegetativa. Variando a precipitação com a altitude e um pouco com a forma do relevo, mais enérgico a Oeste, assim também variam os tons cromáticos do coberto vegetal da ilha, quer pela fase do desenvolvimento de cada cultura e sua diversidade, quer pela dominância desta ou daquela espécie florística ou de determinadas fitoassociações. As áreas de biscoito estão geralmente associadas à cultura da vinha (“Verdelho”, e não só), delimitadas por muretes de pedra seca recolhida do próprio terreno, para abrigo dos ventos e aumento da temperatura. Noutras zonas, os terrenos de biscoito foram aproveitados para a exploração de matas de pinheiro, de eucalipto e de outras espécies, para produção de madeira ou lenha; noutros casos, foram explorados matos, para lenha, onde dominam espécies indígenas juntamente com algumas exóticas potencialmente infestantes. Tem como principal porta de entrada o porto comercial da Praia da Vitória e o Aeroporto internacional das Lajes, localizado na Vila das Lajes, a 3 Km da cidade da Praia da Vitória. Devido às suas excelentes pistas e estratégica posição geográfica, a Base Aérea 4 da FAP sedia o Comando da Zona Aérea dos Açores e um importante Destacamento da Força Aérea dos EUA. HISTORIA O seu nome deve-se a ter sido a "terceira" das ilhas açorianas a ser descoberta e povoada. No século XIV, esta era chamada de Ilha Brasil e na designação henriquina, era a Ilha de Jesus Cristo. O povoamento começou a partir da sua doação, por carta do infante D. Henrique, datada de 21 de março de 1450, do nóbre flamengo Jácome de Bruges, capitão-do-donatário da ilha. Poucos anos mais tarde, Jácome de Brugues fixou a sua residência na Praia, lançando os fundamentos da sua igreja matriz - a Igreja de Santa Cruz - em 1456, de onde passou a governar a capitania até à data do seu desaparecimento por volta de 1464. Chegam os primeiros frades que logo tratam de edificar uma ermida e o Convento de S. Francisco de Angra (1470). Entre os primeiros povoadores temos outro flamengo, Fernão Dulmo [ Fernão de Olm ], que recebeu terras nas Quatro Ribeiras, entre o Biscoito Bravo e a ribeira da Agualva. Segundo o historiador Francisco Ferreira Drummond, "ali desembarcou com trinta pessoas, cultivou a terra e deu princípio à igreja". Em 1460, o infante D. Henrique doou a ilha e a Graciosa ao infante D. Fernando, seu sobrinho e filho adotivo. Falecido este último em 1470, foi a infanta D. Beatriz que assumiu o governo da donataria, durante a menoridade do infante D. Diogo. Em resultado do desaparecimento de Brugues e sem herdeiro masculino, em 1474, a capitania foi dividida em duas novas capitanias, a Capitania de Angra - entregue a João Vaz Corte Real, a 2 de abril; e a Capitania da Praia - entregue a Álvaro Martins Homem, a 17 de fevereiro - que já se tinha instalado e construído moinhos em Angra. A 1 de junho de 1489, as ilhas da Terceira e Graciosa foram doadas por João II ao infante D. Manuel, duque de Beja e de Viseu, futuro rei D. Manuel I. Angra do Heroísmo, fundada por Álvaro Martins Homem, foi elevada a vila em 1478 e é sede do bispado dos Açores desde 1534, ano em que foi elevada a cidade por D. João III. Após a vitória na batalha da Salga, a 25 de julho de 1581, na Terceira, e da derrota na Batalha Naval de Vila Franca do Campo (26 de julho de 1582), a resistência da Terceira persistiu até ao verão de 1583. Nesse período, enquanto sede da monarquia portuguesa, a ilha chegou a ter, além da presença do soberano, órgãos como a Casa da Suplicação, as Mesas de Desembargo do Paço e Casa da Moeda. Após subjugarem a resistência local, na sequência do desembarque da Baía das Mós (26/27 de julho de 1583), os espanhóis organizaram na ilha um Governo-geral, dificultado pela existência de uma grande resistência espanhola em Angra, que perdurou até à rendição do Castelo de São João Baptista, em março de 1642. A sua heróica resistência ao domínio espanhol, a sua fidelidade ao partido de D. Prior do Crato, que nela estabeleceu o seu governo desde 5 de agosto de 1580 a 6 de agosto de 1582 e a forma como expulsou os espanhóis, em março de 1642, valeram-lhe o título de "sempre leal cidade", que D. João IV lhe conferiu. Mais tarde, D. Afonso VI foi mantido preso no Castelo de São João Baptista, de 21 de junho de 1669 a 30 de agosto de 1684. Com a aclamação de João IV de Portugal (1641), as ilhas do arquipélago aderiram imediatamente à Restauração da Independência, o que, contudo, foi dificultado pela existência de uma grande resistência castelhana em Angra do Heroísmo, que perdurou até à rendição da Castelo de São João Baptista em março de 1642. Tendo abraçado a causa do constitucionalismo, em 1828, a cidade de Angra foi sede da Junta Provisória em nome da rainha D. Maria II, filha de D. Pedro IV. É nomeada a capital do reino a 15 de março de 1830. Foi sede do Capitania-geral dos Açores e residência dos capitães-generais, por Decreto de 30 de agosto de 1766. Isso manter-se-ia por 65 anos, até ser extinta pelo Decreto n.º 28, de 4 de junho de 1832, assinado em Ponta Delgada por D. Pedro IV. A Capitania Geral deu lugar à Província dos Açores, uma estrutura administrativa efémera que foi extinta pelo Decreto n.º 64, de 28 de junho de 1833, que a dividiu em duas: a Província Oriental dos Açores, englobando as ilhas de São Miguel e de Santa Maria, com capital em Ponta Delgada; e a Província Ocidental dos Açores, com capital em Angra e englobando as restantes ilhas. Esta divisão da Província, feita por exigência das elites da Ilha de São Miguel, iniciou o processo que levaria à criação dos três distritos administrativos. Pelo Decreto de 12 de janeiro de 1837, D. Maria II conferiu à cidade o título de "mui nobre, leal e sempre constante cidade de Angra do Heroísmo" e condecorou-a com a Grã-Cruz da Torre e Espada. A 1 de janeiro de 1980, a cidade sofreu um violento sismo. A 7 de dezembro de 1983, o centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo tornou-se Património Mundial da UNESCO. Em 1981, 20 de junho, a Praia da Vitoria foi elevada á categoria de cidade, recebendo a 11 maio de 1991, a visita do Papa João Paulo II aos Açores com deslocação à sede do Bispado dos Açores, a Sé Catedral de Angra. A título de curiosidade, saiba que o Director Creativo da Lacoste, Filipe Oliveira Batista, nasceu a 3 Julho de 1975, em Angra do Heroismo. Formou-se em Londres na área de Design de Moda na Universidade de Kingston, em 1997, tendo trabalhado até 2001 como estilista para marcas como Maxmara, Christophe Lemaire e Cerrutti. Quando, em 2003, cria a sua propria marca Felipe Oliveira Baptista, e passa a viver em Paris com a família. Dois anos depois, apresenta a sua primeira coleção de alta-costura na Semana da Moda da capital de França. Desde ai, as suas criações estão à venda em lojas de prestigio como Colette e Galeries Lafayette, em Paris, e Podium, em Moscovo. Desde finais de 2010, que ocupa o lugar de diretor criativo da Lacoste, trabalho que lhe tem valido rasgados elogios. FESTIVIDADES LOCAIS Conhecida pela ilha festiva é uma realidade indesmentível, que o bem-receber das gentes terceirenses faz questão em preservar e valorizar. As Festas do Divino Espírito Santo, centradas nos pitorescos Impérios, são vividas com intensidade: as oito semanas que medeiam entre o domingo de Páscoa e o domingo da Trindade dão lugar às funções e aos bodos que animam as diferentes localidades da ilha. No período do Entrudo são típicas as Danças de Carnaval, manifestação singular de teatro popular. Durante três dias, os terceirenses saem à rua ou recolhem aos salões para não perder pitada das chamadas “danças” ou “bailinhos”. Durante o espectáculo, os membros de cada grupo interpretam um enredo, onde a sátira marca presença assídua. As Sanjoaninas, festas dedicadas a S. João, ocupam as ruas de Angra do Heroísmo durante dez dias do mês de Junho. Cortejos, concertos musicais, touradas (de praça ou à corda), tasquinhas de petiscos, espectáculos de teatro e fogo-de-artifício e provas desportivas, têm o seu ponto alto no desfile das marchas populares. Em Agosto, a Praia da Vitória apresenta um cartaz recheado de eventos e de propostas irresistíveis: as Festas da Praia incluem touradas, exposições, desfiles, feira gastronómica, concertos e eventos desportivos náuticos. No início de Setembro, as Festas da Vinha e do Vinho animam os Biscoitos, terra de tradição vinícola. Angra do Heroísmo é palco de dois relevantes festivais de música: o festival AngraRock, em Setembro e o festival AngraJazz, em Outubro, que complementam a tradição musical da ilha, bem expressa nos cantares ao desafio. Ainda hoje, as festas terceirenses são animadas por cantadores que improvisam versos. A tradição tauromáquica é ancestral na Terceira, ilha que mantém várias ganadarias activas. A actividade divide-se em touradas de praça (ou no areal, como acontece durante as Festas da Praia) e as típicas touradas à corda, em que o touro corre pelas ruas da localidade preso por uma comprida corda segura por um grupo de homens. A época taurina decorre geralmente entre Maio a Outubro, com eventos em datas fixas e espontâneas. GASTRONOMIA A Alcatra é o prato típico mais conhecido da ilha Terceira e teve a sua origem no próprio povoamento da ilha. Os primeiros povoadores eram oriundos de Trás-os-Montes, onde existe um prato com semelhanças com a Alcatra, a Chanfana. Um prato de carne de vaca com Vinho Verdelho dos Biscoitos e especiarias diversas, que hoje em dia, já se confeciona também de peixe, de feijão ou outro. Na área da doceria, as queijadas Donas Amélias são um doce conventual adaptado a uma receita que já existia, O Bolo das Índias, que é confeccionado também com especiarias, devido à visita do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia à ilha, no ano de 1901. Por quererem abrilhantar a Rainha Dona Amélia, deram o seu nome ao novo doce criado, ficando então conhecido por toda a parte. Sendo a cornucópia um vaso que possui uma forma de corno com o interior repleto de frutos e flores, que antigamente, queria simbolizar a fartura, a abundância; surgiu a doce Cornucópia inventada pelas freiras e recheda com crème. O Alfenim é também um doce conventual, muito utilizado nas tradicionais Festas do Senhor Espírito Santo. É um doce, normalmente, de cor branca e é moldado de forma a ficar um boneco, um animal, flores ou outros. Este doce veio para os Açores através dos Mouros, ficando conhecido nas ilhas dos Açores, principalmente do grupo central. Todavia a que ainda continua a manter a tradição é a ilha Terceira. Antigamente, uma oferta de uma peça de alfenim era uma oferta de luxo, e teria de estar presente nas melhores mesas, como uma mesa de noivos. Hoje em dia é muito utilizado para o pagamento de promessas, em que são moldadas por exemplo, órgãos do corpo humano. Não podiam faltar as caretas com a amêndoa a recordar algarves soalheiros. Cá está, portanto, a amêndoa magnânima e perfumada a impôr o imprescindível gosto de um mediterrâneo que aprendemos também ser nosso. Temos ainda os feiticeiros, os africanos, os ladrilhos espanhóis e os Torresmos do Céu. PONTOS DE INTERESSE TURISTICO O Monte Brasil é um antigo vulcão extinto que teve origem no mar e se juntou à cidade de Angra do Heroísmo. Actualmente, trata-se de uma paisagem protegida, parque natural da cidade, com espécies arbóreas e arbustivas de especial interesse e com excelentes miradouros. La irá encontrar o Castelo de S. João Baptista, uma das mais vastas e importantes fortalezas filipinas, construídas no nosso país nos finais do século XVI e tem á sua disposição um percurso pedestre sinalizado designado mesmo por Monte Brasil. A Sé Catedral é tambewm um ponto de paragem obrigatoria. Esta igreja foi construída nos moldes da arquitectura filipina nos finais do séc. XVI, sobre uma igreja gótica (séc. XV) e apresenta no seu interior pormenores de grande interesse como a enorme capela-mor, ao modo de charola; o tecto esculpido em cedro; entre outros. A igreja de Nossa Senhora da Conceição é uma construção do séc. XVI, em estilo barroco, sendo a Capela-mor em talha dourada e a Sacristia com mobiliário em jacarandó (séc. XVIII). A Igreja e Convento de São Francisco ( Museu de Angra do Heroísmo) data do séc. XVIII e foi edificada sobre duas anteriores clausuras da ordem franciscana. A Igreja anexa, dedicada a nossa Senhora da Guia, apresenta um interior de três naves, dividido por duas ordens de arcos que evocam a arquitectura românica. Na primeira capela da Nossa Senhora da Guia, fundada em finais do séc. XV, foi dada sepultura ao Capitão Vaz Côrte-real e ao irmão do navegador Vasco da Gama, Paulo da Gama, morto na viagem de regresso da Índia, em 1499. O Palácio dos Capitães-Generais, o Antigo Colégio dos Jesuítas, adaptado a residência dos Capitães-Generais, foi recebendo a partir de 1776 ao longo dos tempos, um valioso recheio em mobiliário, telas e outras obras de arte. Há uma sala com retratos a óleo, em tamanho natural, dos reis da dinastia de Bragança até D.ª Maria II. O Castelo de São João Baptista foi mandado construir por Filipe II de Espanha, na base do Monte Brasil, e é uma das mais imponentes fortalezas portuguesas dos sécs. XVI-XVII. Tambem temos o Castelo de São Sebastião, acima do Porto de Pipas, que foi mandado construir no tempo de D. Sebastião (década de setenta do séc. XVI), projecto de fortificação Joanino e Sebástico. Há quem defenda que o projecto deste forte tenha sido desenvolvido por Tommazo Benedetto, com uma tipologia de sistema abaluartado, matriz italiana, devidamente adaptado ao estilo de construção portuguesa (maneirista). Presentemente alberga uma das Pousadas de Portugal (pousada histórica). O Alto da Memória, Obelisco que recorda a presença do rei D. Pedro IV na cidade de Angra, foi erguido no local do primeiro castelo da cidade (sécs. XV-XVI). O Jardim Botanico ou Jardim Duque da Terceira esta situado no centro de Angra do Heroísmo com variadas espécies exóticas bem cuidadas. No cimo do jardim, o tanque do preto também merece ser visitado. Uma bonita e singular escadaria em pedra leva até ao Alto da Memória, monumento construído em homenagem aos Descobrimentos, no local onde antes se situava o primeiro castelo construído na ilha Terceira. Oferece uma bela paisagem sobre a cidade de Angra do Heroísmo e a sua Baía, bem como do Forte de São Sebastião, Fortaleza de São João Baptista e Monte Brasil. Temos tambem o Algar do Carvão, uma notável chaminé vulcânica, que ao contrário do que geralmente se verifica noutros casos, não se encontra obstruída. A gruta termina com uma lagoa de águas límpidas alimentada por infiltrações pluviais e algumas pequenas nascentes imersas na lagoa, e atinge uma profundidade máx. de 15 m. O interesse geológico desta cavidade vulcânica tem sido assinalado por diversos especialistas nacionais e internacionais. Este local integra, também, um habitat natural situado numa área de relevância europeia ao nível da conservação da natureza, constando da lista dos Sítios de Importância Comunitária (SIC) para a região biogeográfica macaronésica da Rede Natura 2000. As Furnas do Enxofre correspondem a um fenómeno de vulcanismo secundário designado por fumarolas. Classificadas como Monumento Natural Regional, são também consideradas parte integrante de um habitat natural situado numa área de relevância europeia a nível da conservação da natureza e constam da lista dos Sítios de Importância Comunitária (SIC) para a região biogeográfica macaronésica da Rede Natura 2000. A Gruta do Natal, situada em frente a uma pequena mas bonita lagoa, Lagoa do Negro, em redor da qual podem ser observadas com alguma frequência pessoas a fazerem os seus piqueniques. Nas redondezas deste local, existe também um percurso pedestre sinalizado e homologado intitulado por Mistérios Negros. Os Biscoitos, formações vulcânicas singulares na costa norte, resultantes de antigas erupções, onde se localizam as famosas vinhas dispostas em curraletas. Região Demarcada de extensas vinhas que produzem um excelente vinho verdelho. Nesta zona, é também possível visitar o Museu do Vinho, onde poderá provar o vinho Verdelho, produzido na freguesia. As piscinas naturais dos Biscoitos formadas por rocha vulcânica são uma zona balnear muito procurada pelos banhistas da ilha, e que merecem igualmente a sua visita. O Miradouro da Serra do Cume, com elevado interesse paisagístico, oferece uma das mais belas paisagens dos Açores, popularmente designada por Manta de Retalhos. De um lado a baía da Praia da Vitória e a planície das Lajes, do outro a vasta área do interior da ilha com os seus típicos "cerrados", separados com muros de pedra e hortênsias. O Miradouro da Serra do Facho oferece uma vista panorâmica sobre a cidade da Praia da Vitória, baía e porto oceânico. ACTIVIDADES Ao visitar a ilha Terceira, além de variados percursos pedestres, poderá observar as baleias e golfinhos, pois varias empresas têm saídas regulares para o mar. Se gosta de golfe ou pretende aprender, tem á sua disposição um campo com 18 buracos, situado numa zona de rara beleza, assim como confortáveis instalações, com as condições ideais para a prática deste desporto. Tambem pode ir á pesca, pois dispõe de bons pesqueiros ao longo de toda a ilha, para capturar sargos, garoupas, bodiões, besugos, anchovas, bicudas, cavalas, serras, etc. De barco, pode ainda fazer capturas de exemplares de maior porte: espadins, espadartes, atuns, etc., espécies abundantes; ou dedicar-se á caça submarina. Pode tambem praticar mergulho, pois a fauna e flora da costa terceirense, são muito ricas, ou ir á caça, sendo o coelho abundante em toda a ilha.