quarta-feira, 11 de maio de 2016
AÇORES- O ARQUIPÉLAGO DA DIVERSIDADE
As nove ilhas do Arquipélago dos Açores são de origem vulcânica, situam-se em pleno Atlântico Norte e têm cerca de 246 772 habitantes.
Dispersas ao longo de uma faixa com cerca de 600 km de extensão de Santa Maria ao Corvo e sensivelmente entre 37° e 40° de latitude norte e 25° e 31° de longitude oeste, têm 2325 km2 e estão a uma distância de 1 600 km do continente europeu e 2454 km do continente norte-americano (Canada).
As ilhas do arquipélago foram divididas em três grupos geográficos: o Grupo Oriental, composto por Santa Maria e São Miguel, o Grupo Central integra as ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, e o Grupo Ocidental constituído pelas ilhas Corvo e Flores. Os Açores, juntamente com os arquipélagos da Madeira, Canárias e Cabo Verde definem a região biogeográfica da Macaronésia, designação que significa “ilhas afortunadas”, para quem as habita e quem as visita.
Uma particularidade interessante é o fato de cada ilha ser identificada por uma cor.
A Santa Maria é atribuida a cor amarela, pelas giestas que abundavam nas suas encostas e pela grande secura da vegetação baixa, no período do verão.
São Miguel é conhecida pela Ilha Verde, pela vegetação da ilha. A Terceira é a Ilha Lilás, pelas glicínias ou lilases. A Graciosa ficou a Ilha Branca, devido á existência de muitas rochas claras de cor esbranquiçada.
São Jorge é a Ilha castanha, pela cor das rochas da Ponta dos Rosais, a primeira que se vê na sua aproximação pelo Oriente. O Pico recebeu a cor cinzenta (pela sua enorme montanha muito despida de vegetação, e grande exposição das rochas vulcânicas a descoberto, no litoral).
O Faial é a Ilha Azul, pela quantidade de hortênsias azuis que ladeiam as estradas e as pastagens, e por ser uma ilha, desde longa data, muito voltada para o mar.
Ás Flores chamaram a Ilha Rosa, pelas suas exuberantes azáleas, que proliferam nesta terra abundante em água e; por ultimo, o Corvo que é a Ilha Preta, pela pequenez, traduzida na sua visualização como um diminuto “ponto negro” no horizonte, a partir das Flores, e O seu rendilhado de muros de pedra negra.
A LENDA DA ATLANTIDA-AÇORES
Conta a lenda que havia há muito tempo atrás um continente imenso no meio do oceano Atlântico, chamado Atlântida. Era um lugar maravilhoso com lindas paisagens, clima suave, grandes bosques, árvores gigantescas, planícies muito férteis, que às vezes até davam duas ou mais colheitas por ano, e animais mansos, cheios de saúde e força. Os seus habitantes eram os Atlantes, que tinham uma enorme civilização, mesmo quase perfeita e muito rica: os palácios e templos eram todos cobertos com ouro e outros metais preciosos como o marfim, a prata e o estanho. Havia jardins, ginásios, estádios, todos eles ricamente decorados, e ainda portos de grandes dimensões e muito concorridos.
As suas jóias eram feitas com um metal mais valioso que o ouro e que só eles conheciam __ o oricalco. Houve uma época em que o rei da Atlântida dominou várias ilhas em redor, uma boa parte da Europa e parte do Norte de África. Só não conquistou mais, porque foi derrotado pelos gregos de Atenas.
Os deuses, vendo tanta riqueza e beleza, ficaram muito invejosos e originaram um terramoto tão violento que afundou o continente numa só noite. Mas parecia que esta terra era mesmo mágica, pois ela não se afundou por complete. Os cumes das montanhas mais altas ficaram à tona da água formando nove ilhas, tão belas quanto a terra submerse - o arquipélago dos Açores.
Alguns Atlantes sobreviveram à catástrofe fugindo a tempo e foram para todas as direcções, deixando descendentes pelos quatro cantos do mundo. São todos muito belos e inteligentes e, embora ignorem a sua origem, sentem um desejo inexplicável de voltar à sua pátria.
Há quem diga que antes da Atlântida ir ao fundo, tinham descoberto o segredo da juventude eterna, mas depois do cataclismo, os que sobreviveram esqueceram-se ou não o sabiam, e esse conhecimento ficou lá bem no fundo do mar.
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