GEOGRAFIA
A ilha tem 54 quilómetros de comprimento e 6,9 quilómetros de largura máxima, apresentando-se como uma longa cordilheira vulcânica alongada de noroeste para sudeste. A sua área total é de 243,9 km2 e alberga 9 171 habitantes. São Jorge integra o Grupo Central e é um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”, em conjunto com o Faial e o Pico, do qual se distancia 18,5 km. O ponto mais elevado da ilha, aos 1053 m de altitude, está situado no Pico da Esperança, a 38°39’02’’ de latitude norte e 28°04’27’’ de longitude oeste.
HISTORIA
Sem data de descobrimento definida e no prosseguimento da política de povoamento iniciada cerca de 1430 pelo Infante D. Henrique, sabe-se que São Jorge começou por ser habitada em 1470, tendo o povoamento sido forçado no Topo.
A mesma data será seguida pelo padre António Cordeiro, que entretanto se refere ao ano de 1450. Essa data, contudo, é incorreta, uma vez que pela carta de 2 de Julho de 1439 Afonso V de Portugal concede ao seu tio, o Infante D. Henrique, autorização para o povoamento das (então) sete ilhas dos Açores, em que São Jorge já se incluía. Por outro lado, João Vaz Corte Real foi capitão do donatário da Capitania de Angra em 1474, e da de São Jorge em 1483. Raciocínio semelhante se aplica à figura de Jácome de Bruges.
Sabe-se que o seu povoamento terá tido inicio por volta de 1460. Ao que parece, o primeiro núcleo populacional localiza-se na enseada das Velas, irrandiando-se para Rosais, Beira, Queimada, Urzelina, Manadas, Toledo, Santo António e Norte Grande. Um segundo núcleo surge na Calheta, com irradiação para os Biscoitos, Norte Pequeno e Ribeira Seca.
Diante do insucesso do povoamento das Flores, por volta de 1480 o nobre flamengo Willen Van Der Hagen (Guilherme da Silveira) fixou-se no Topo, fundando uma povoação. Os seus restos mortais encontram-se sepultados na capela do Solar dos Tiagos.
Tal como nas outras ilhas, os primeiros povoadores chegaram por mar e fixaram-se no litoral junto aos melhores e mais seguros ancoradouros, o que possibilitou um crescimento populacional e desenvolvimento económico de tal modo rapidos, que em 1500, a povoação das Velas foi elevada a vila e sede de concelho; em 1510, a povoação do Topo foi elevada a vila e sede de concelho; e em 1534 (3 de Junho), a povoação da Calheta foi elevada a vila e sede de concelho.
Na segunda metade do século XVI, a ilha contava com cerca de 3000 habitantes nas suas três vilas, desenvolvendo-se a economia em torno da agricultura do trigo, do milho, dos inhames e da vinha. Isto sem esquecer, o cultivo do pastel e a coleta de urzela, exportados para a Flandres, de onde eram redistribuídos para outros países da Europa. A produção do tradicional Queijo São Jorge remonta a esta altura.
No decorrer da sua história, a ilha foi sujeita a vários ataques de piratas e corsários, como os assaltos às Velas (1589 e 1590) e de piratas da Barbária durante todo o século XVI (o mais importante registou-se em 1597). Estes últimos promoveram um grande ataque à Calheta em 1599, tendo escravizado habitantes da Fajã de São João em 1625.
No século seguinte, a calmaria foi rompida pelo ataque à vila das Velas pelos corsários franceses sob o comando de René Duguay-Trouin (20 de Setembro de 1708), a caminho do Rio de Janeiro. Embora a população tenha resistido durante vinte e quatro horas, não conseguiu, no entanto, evitar o desembarque, mas os invasores foram detidos no sítio das Banquetas, sendo assim impedidos de ocuparem e saquearem as povoações vizinhas. Nessa defesa, destacou-se a ação enérgica do Sargento-mor Amaro Soares de Sousa.



PONTOS INTERESSE TURISTICO
O ponto mais alto da Ilha é o designado
Pico da Esperança, com mais de 1000m de altitude, de onde se avistam as restantes ilhas do grupo Central (Terceira, Graciosa, Pico e Faial).
Destacamos tambem as
fajãs: Fajã do Ouvidor, Fajã dos Vimes, Fajã dos Cubres, Fajã de S. João, Fajã Grande, Fajã da Caldeira de Santo Cristo (único local nos Açores onde existem amêijoas). Na ponta leste da ilha situa-se o
Topo com o seu farol e ilhéu, onde existem colónias de aves marinhas.
Para quem gosta de espeleologia temos o Algar do Montoso; a Furna das Pombas na Urzelina; o Parque Florestal das Sete Fontes também merece a sua visita assim como o Parque Florestal da Silveira na Ribeira Seca; e as Velas de São Jorge.
Em termos de monumentos, são de destacar a Igreja de S. Jorge, construída em 1460; a Igreja Nossa Senhora de Conceição, construida no século XVII; os Paços do Concelho, construção do Séc. XVII, um exemplar da arquitectura barroca civil açoreana; a “Torre Velha” ou “Torre Sineira”, na Urzelina, mostra o que resta da primitiva Igreja, arrasada pela erupção vulcânica de 1808; a Igreja de Santa Bárbara, construída no século XVIII; a Igreja de São Tiago, na Ribeira Seca; e a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Vila do Topo, que encerra uma valiosa colecção de azulejos, sendo talvez o templo mais rico da ilha.
Na Calheta, temos ainda a Igreja de Santa Catarina; a Igreja Matriz, construída no século XVII; a Igreja de São Tiago, na Ribeira Seca e; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Vila do Topo.






FESTIVIDADES
Em semelhança ás outras ilhas, temos as Festas do Espírito Santo. No artesanato destacamos os bordados à mão e as mantas de S. Jorge, produzidas em teares antigos. O folclore é idêntico ao de outras ilhas, sendo o Sã Macaio, Sapateia e Pézinho as modas mais usuais. Com algumas alterações nas violas, surgiram as violas de arame, instrumento com que os tocadores animam as festas populares.
GASTRONOMIA
Peixe fresco, boa carne de vaca, lagosta, cavaco, lapas e as famosas amêijoas da Caldeira de Santo Cristo são matéria prima para confeccionar deliciosas refeições.
Indo a São Jorge, poderá tambem provar as Especies, uns bolinhos recheados de especiarias.
O queijo de S. Jorge dispensa apresentações e é único o seu sabor. Com fama internacional, este queijo é curado durante alguns meses em salas onde a temperatura é constant, adquirindo um paladar por vezes picante. Sugerimos que acompanhe com um bom vinho tinto e pão caseiro. A produção deste queijo é o principal suporte económico da ilha de S. Jorge.

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