A mais pequena ilha dos Açores tem 6,24 quilómetros de comprimento e 3,99 quilómetros de largura máximos. A sua superfície ovalada e alongada segundo uma direcção norte-sul ocupa uma área de 17,1 km2, sendo habitada por 430 residentes, segundo dados de 2011. O Corvo faz parte do Grupo Ocidental do Arquipélago em conjunto com a ilha das Flores, que está a uma distância de 17,9 quilómetros. O ponto mais elevado da ilha, aos 720 m de altitude, está situado na zona do Estreitinho, a 39°41’58’’ de latitude norte e 31°06’55’’ de longitude oeste.

HISTORIA
O descobrimento da ilha Corvo deu-se em 1452 e foi atribuído a Diogo Teive, mas esta só começa a ser povoada a partir de 1580, por colonos saidos da ilha das Flores. Isto, porque a ilha era muito isolada e não tinha um porto seguro.
Com o passar dos séculos, o Corvo ficou conhecido como um dos refúgios favoritos dos corsários, pois por uma questão de sobrevivência, os habitantes providenciavam comida e consertavam as suas embarcações em troca de protecção. A Vila Nova do Corvo, centro administrativo da ilha, é a mais pequena comunidade da Europa, com foral recebido, em 1832, do Rei D. Pedro IV, em sinal de agradecimento pelo apoio recebido durante os conflitos entre Liberais e Absolutistas.
Os tempos mudaram quando durante o século XIX começaram a chegar ao Corvo cada vez mais baleeiros da América. Estes recrutaram homens jovens com reputação de serem particularmente corajosos, para trabalhar nas suas embarcações. Isto levou ao mesmo tempo, à uma grande onda de emigração, que continuou até aos anos 70, e com os emigrantes a enviar dinheiro para sustento das suas famílias, a larga tradição de troca directa chegou ao fim, possuindo os ilheus muitas vezes mais Dólares do que Escudos.

Só em 1963, a electricidade chegou à ilha e os primeiros cabos de telefone foram instalados em 1973. Até essa altura, as comunicações com as ilhas vizinhas eram muito escassas. Quando era preciso a ajuda de um padre ou medico, o pedido era feito por rádio e antes disso mesmo através de sinais de fumo.
No seu apogeu, nos finais do século XIX, a ilha contava com cerca de 1000 habitantes. A principal fonte de rendimento continua a ser a agricultura e a criação de gado, resultando dai a produçao de queijo que continua a ser o produto principal da ilha. Na realidade, o número de vacas existentes na ilha é mais do que o dobro por habitante.
Conta a lenda, que os primeiros navegadores que rumaram a Ocidente, vindos de Portugal continental, avistaram na parte mais alta do Corvo uma estátua equestre, com um cavaleiro que empunhava uma espada com o braço erguido para a frente a indicar o caminho para o Novo Mundo. Esculpida no basalto negro vulcânico, esta estátua despertou interesse em D. Manuel I de Portugal, que ordenou que fosse entregue na sua corte. Durante a viagem nau e estátua naufragaram, como se fosse o seu destino permanecer no Corvo.
FESTIVIDADES
Apesar da pouca população, a Festa do Espírito Santo mantém-se viva em torno do colorido império da Vila do Corvo, datado de 1871. A 15 de Agosto, arraial e cerimónias religiosas unem-se para as comemorações em torno de Nossa Senhora dos Milagres. Integrado na festa da padroeira da ilha, o Festival dos Moinhos, em Agosto, junta bandas de outras paragens à filarmónica local, para um par de dias cheios de animação. O encerramento das festas de Verão, já em Setembro, está guardado para o arraial que sucede à procissão em louvor a Nossa Senhora do Bom Caminho.

GASTRONOMIA
Poderá provar as Couves da Barça; Couves Fritas; Molho de Fígado; Tortas de Ervas do Calhau ou Erva Patinha, além do Queijo Artesanal da ilha do Corvo e outros.

PONTOS INTERESSE TURISTICO
A Vila do Corvo é a única povoação da ilha e o concelho mais isolado de Portugal. As suas ruas estreitas e tortuosas são localmente conhecidas como "canadas", as casas são geralmente baixas, e combinam fachadas de pedra negra com portas e janelas brancas.
O Caldeirão (Monte Gordo), uma Cratera do vulcão que deu origem à ilha, com 300 metros de profundidade, no fundo encontram-se várias lagoas e pequenos montes que os “mais antigos” associam à representação do arquipélago dos Açores.
Os Moinhos do Corvo são diferentes dos das outras ilhas, são construídos em pedra negra e têm velas triangulares de pano e têm um mecanismo interior que faz rodar a cúpula para acompanhar os ventos.



ACTIVIDADES
As actividades náuticas estão em pleno crescimento no Corvo, como o mergulho, uma volta à ilha de barco e pesca submarina, que têm cada vez mais adeptos locais e não só. A fauna subaquática, a abundância de peixes e a transparência das águas são algumas das razões para muitos mergulhadores elegerem o Corvo como um dos melhores locais costeiros de mergulho em Portugal.

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